Terapêutica »

Naturopatia

A naturopatia está inserida na área da saúde e consiste no estudo do natural, da relação harmoniosa entre os elementos do ecossistema. Numa era onde o stress já faz parte do quotidiano das pessoas, afectando a saúde e o bem-estar da humanidade, é importante conhecer os caminhos desta área, que traz certamente benefícios para o nosso corpo e mente.

Esta área busca compreender os caminhos que a natureza oferece para uma melhor qualidade de vida no planeta, com equilíbrio e harmonia. Por meio de uma estreita relação de convívio e troca com os elementos deste, usufruímos da água, da terra, do ar, dos minerais, da flora, da fauna e da energia vital para explicar o contínuo da vida e morte dos seres vivos.

O naturopata está preparado e habilitado (mediante formação especifica, intuitiva e vocacional continuada) para a assistência auxiliar e complementar de medidas de promoção, prevenção e manutenção da saúde e qualidade de vida do ser integral, por meio de técnicas e procedimentos a recursos naturais, dentro de preceitos éticos; com a capacidade para actuar nas diferentes áreas de assistência, serviços de saúde, pesquisa e ensino, estética e afins.

Em Nauropatia, o “diagnóstico médico” não tem razão de ser. No entanto, o método de pesquisa subsiste, mas tem por principal finalidade determinar três coisas:

A medida do grau de vitalidade obtém-se pelo conhecimento da relação entre a massa das “substâncias” mórbidas ou estranhas, (desperdícios, resíduos, micróbios, células mortas, toxinas, etc.), que envenenam o organismo, e a massa das “substâncias específicas ou úteis” (células vivas) a que o organismo vai recorrer para se curar.

O prognóstico estabelece-se a partir desta medida de vitalidade (parte sã) e indica se a cura pode realiza-se espontaneamente (apenas com o recurso das forças vitais) ou se lhe é indispensável outro auxílio.

A diferença entre “diagnóstico médico” e “exame de saúde” é profunda: a “doença-sintoma” só é aqui estudada na medida em que constitui a expressão de uma drenagem orgânica, nomeadamente com o fim de moderar, de acelerar ou de derivar, conforme os recursos disponíveis.

O nível toxínico, a importância da parte sã e o valor das defesas do indivíduo são, para o Naturopata, os únicos elementos de exame verdadeiramente dignos de atenção. Foi nesse sentido que se pôde dizer que o verdadeiro Naturopata não faz “diagnóstico” e não trata os “doentes” (trata e desenvolve a parte sã que existe em cada doente).

As curas que obtém realizam-se sem que lhe seja preciso conhecer a “doença-sintoma” em casa, visto que procede por intermédio das forças vitais. Ajuda o organismo, mas só a natureza cura (Naturopatia = crescimento e desenvolvimento do potencial vital). É a própria parte sã que expulsa a parte malsã, graças à sua “força vital” auto-defensiva, que basta desenvolver no mais alto grau.